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18% dos brasileiros tem problemas na coluna, veja a história de Rafael Cruz

Cuidar da postura e praticar exercícios fisícos ajudam no

tratamento e previnem doenças crônicas na coluna

   Com certeza você já sentiu um desconforto ou dor nas costas depois de um dia cansativo, ou, até mesmo ao acordar. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) 85% das pessoas sentem dores nas costas devido a má postura, desvios musculares, excesso de peso, entre outros.

 

   Uma Pesquisa Nacional de Saúde, publicada no final de 2014 com apoio do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e o Ministério da Saúde, mostram que cerca de 18% da população adulta no Brasil sofre com problemas crônicos na coluna. Entre eles, as doenças crônicas mais comuns são a escoliose, lordose, cifose e a lombalgia sendo a mais frequente entre todos.

Lídia Cruz e seu filho Rafael Cruz (foto: Arquivo Pessoal)

   O ortopedista Maurício André, 54, afirma que o maior índice de afastamento do trabalho por dores na coluna se ocasiona por causa da lombalgia, uma doença que atinge a região lombar (que se localiza, aproximadamente, quatro dedos abaixo dos mamilos até o quadril).

   

   Outra doença que causa grande índice de afastamentos e é considerada grave, e há possibilidade de cura, é a escoliose. Ela é classificada em três gêneros – a congênita quando a criança nasce com ela, a neuromuscular causada por má postura ou carregamento de excesso peso e idiopática que não acusa como surgiu a doença no paciente.

Raio-x da coluna do Rafael
(foto: cedida por Lídia Cruz)

   Rafael Cruz, 16, conta que descobriu a escoliose em agosto de 2015. Essa doença ocasiona um desvio postural da coluna dorso lombar em forma de 'S' para as laterais das costas. Ele ainda não descobriu qual gênero se encaixa a sua doença, pois só uma tomografia pode mostrar.

 

   "Ele estava com um calombo nas costas, disse que não sentia dor, mas eu estranhei e levei no médico. Então foi tirado o raio-x e constatou que era escoliose", diz Lídia Cruz, mãe de Rafael.

 

   A princípio o médico que o atendeu disse que a coluna dele tinha um grande desvio e que possivelmente teria que se submeter a uma cirurgia, como não conseguiu a vaga para um especialista, foi recomendado que fizesse sessões de massagens e fisioterapia uma vez por semana enquanto estava na fila de espera por uma vaga na AACD ou na USP (Universidade de São Paulo), porém essa fila de espera pode chegar a cinco anos para selecionarem ele.

 

   “Estamos fazendo o que está ao nosso alcance”, afirma com esperanças a mãe dele.

 

   Maurício André explica que essa doença descoberta até doze anos de idade tem uma possibilidade de cura maior, por depender de exercícios de correção e fortalecimento, como fisioterapia, natação e atividades que foquem a região da coluna. "Quando ela é descoberta tardiamente, após os 18 anos, após o final do crescimento, o que acontece é que o paciente, dependendo do grau da escoliose, tem que se submeter a um tratamento cirúrgico. Mas dá ainda pra corrigir hoje em dia na fisioterapia, pilates ou RPG (Redução Postural Global)", explica.

 

   Segundo a fisioterapeuta Carla Carvalho, 25, para o tratamento ser eficaz é necessário que o paciente siga todas as recomendações do fisioterapeuta. "É necessário dedicação para que não haja outras deformações, como problemas respiratórios, que são comuns", diz ela.

 

   Ela ainda explica que o paciente não se limita, muito menos fica proibido de praticar esportes. Pelo contrário é bom que ele pratique todo tipo de esporte, mas tenha cuidado para não se machucar gravemente.

 

   "Na verdade não me limitou quase nada eu posso praticar esporte normalmente como jogar bola só que eu não posso pular para cabecear a bola e meu fisioterapeuta disse que eu tenho que tomar cuidado para não quebrar algum osso", brinca  Rafael.

 

   Após o início do tratamento fisioterapêutico, Rafael cresceu cerca de cinco centímetros em três meses. O último exame de rotina que Rafael fez, mostrou melhoras nos resultados. Constando que sua coluna não havia tido um desvio maior devido ao seu crescimento. O ângulo da sua coluna poderia ter aumentado devido a seu crescimento, porém os exercícios e seu empenho fizeram com que não tivesse uma piora, apenas a melhora.

 

   “Um recado que eu daria principalmente as mães, seria prestar atenção na postura, na estrutura da criança e quando passar por consultas de rotinas pedir um exame de raio-x pra ver se está tudo bem com a estrutura óssea da criança. Pois se eu tivesse descoberto isso quando ele era pequeno as chances de corrigir eram bem maiores”, alerta Lídia.

 

   Se você sente dores constantes e muito fortes na coluna, procure uma ortopedista para fazer uma avaliação médica e prevenir possíveis doenças graves como lombalgia, escoliose e outras mais.

por Samuel Araújo

 15/03/2016

Blog informativo experimental para as aulas de Jornalismo Digital da UNISO (Universidade de Sorocaba)

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